Saúde do gato e cuidados

Os gatos, como animais com fortes instintos “selvagens” são bem capazes de não fazer caso de doenças para não darem parte de fracos. Isso poderia torná-los em presas fáceis para outros animais. Por outro lado, essa característica dificulta a nossa capacidade de percecionar se o nosso amigo felpudo está bem de saúde ou não. Ler mais

5 min

A anatomia dos gatos

Independentemente da altura dos saltos, os gatos caem quase sempre com as quatro patas no chão. Saiba mais sobre a anatomia dos gatos neste artigo.
11 min

A castração dos gatos

A castração é uma forma de evitar o nascimento incontrolado de gatinhos. Neste artigo explicamos como funciona a esterilização e a castração dos gatos.
6 min

A febre nos gatos

Se a temperatura corporal do seu gato estiver acima dos 39 graus, trata-se de uma situação de hipertermia ou de febre.
5 min

A gravidez nas gatas

Tem uma gata grávida em casa? Neste artigo explicamos os aspetos mais importantes sobre a gravidez nas gatas e como apoiar a sua gata até o seu grande dia.
4 min

A idade dos gatos

Descubra neste artigo como determinar a idade dos gatos, quantos anos vive um gato, e com que idade é que um gato se torna idoso?
6 min

A leucemia nos gatos

Nos gatos, o vírus da leucemia felina (FeLV) desempenha um papel particularmente importante no desenvolvimento da leucemia infeciosa.
5 min

A puberdade nos gatos

Neste artigo explicamos quando chega a puberdade nos gatos, altura em que eles testam os limites. Também encontra dicas para lidar com esta fase difícil.
6 min

A velhice nos gatos

Está preocupado com o seu gato? Neste artigo sobre a velhice nos gatos explicamos os sinais e comportamentos típicos desta fase da vida.
6 min

Ácaros nos gatos

Comichão frequente, zonas sem pelo, pequenas feridas ou crostas na pele são sinais da presença de ácaros. Saiba como identificar ácaros nos gatos.
5 min

Artrite nos gatos

O seu gato deixou de ser brincalhão e agora está mole e quase não se mexe? Fique a saber mais sobre a artrite nos gatos e que tratamentos existem.
8 min

Cistite felina

A cistite, ou seja, a inflamação da bexiga, é uma doença bastante comum em gatos. A cistite felina pode ser idiopática ou causada por bactérias.
6 min

Coronavírus dos gatos

Hoje em dia estamos muito atentos ao coronavírus. Mas o coronavírus dos gatos é o mesmo que atinge as pessoas? Descubra aqui mais informações.
6 min

Diarreia nos gatos

Apesar de surgir com alguma frequência, a diarreia nos gatos pode ser um problema grave e mesmo fatal por causa da desidratação.
6 min

Epilepsia nos gatos

A epilepsia nos gatos, é uma condição complexa, que os cientistas ainda não compreenderam completamente. Neste artigo conheça melhor esta doença.
4 min

Feromonas para gatos

A vida dos gatos também poder ser stressante. Uma solução é usar feromonas para gatos, pois estas substâncias ajudam os gatos a relaxar.
4 min

Giardíase felina

Se o seu gato tem diarreia recorrentemente então ele pode ter giardíase. Saiba mais sobre a giardíase felina neste artigo.
5 min

Gripe felina

Se o seu gato espirrar e tiver corrimento nasal ele pode estar com gripe ou constipado. Assim, é importante distinguir a gripe felina da constipação.
7 min

Mau hálito nos gatos

O seu gato tem um mau hálito? Então leia o nosso artigo e fique a saber quais as possíveis causas para o mau hálito nos gatos.
6 min

O meu gato não come!

Se seu gato não come como habitual é normal que fique preocupado. Neste artigo explicamos o que pode causar a perda de apetite nos gatos.
6 min

O nascimento de gatos

Se a sua gata está grávida seguem-se meses excitantes. Para que se preparar para o nascimento de gatos reunimos informações importantes sobre este tema.
4 min

Os gatos podem tomar banho?

A maioria dos cães toma banho ou vai ao cabeleireiro regularmente. Mas os gatos podem tomar banho? Descubra quais os cuidados a ter com o pelo do seu gato.
6 min

Os sentidos dos gatos

Conhecemos bem os cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Mas o que sabe sobre os sentidos dos gatos? E sobre o misterioso sexto sentido?
5 min

Pancreatite em gatos

O pâncreas é o órgão que produz as enzimas responsáveis pela digestão. Se estas enzimas forem libertadas dentro do pâncreas surge a pancreatite em gatos.
4 min

Parasitas dos gatos

A maioria dos donos de gatos já teve que lidar com parasitas. Leia o nosso artigo e fique com uma visão geral sobre os parasitas dos gatos.
5 min

Raiva nos gatos

A raiva é uma doença infeciosa aguda de enorme gravidade para os animais de estimação e para as pessoas. Saiba mais sobre a raiva nos gatos neste artigo.
5 min

Saúde óssea nos gatos

Uma boa saúde óssea é essencial para caçadores como os gatos. Descubra quais os sintomas, principais doenças e tratamentos!
6 min

SIDA dos gatos

O seu gato testou positivo para a SIDA dos gatos? Não entre em pânico. Comece por ler este artigo e saiba como funciona este vírus e o que pode fazer.
6 min

Toxoplasmose nos gatos

Muitos donos receiam que um gato represente um perigo para a saúde da sua família. E a toxoplasmose nos gatos é a principal preocupação das futuras mamãs.
7 min

Vacinas para gatos

Tem um gatinho em casa? Então leia este artigo para saber mais sobre as vacinas para gatos incluindo as suas vantagens e indicações.
6 min

Vermes em gatos

Existem inúmeros tipos de vermes que podem atacar os gatos. Descubra neste artigo tudo o que precisa saber sobre os vermes comuns em gatos.
6 min

Visão dos gatos

A visão dos gatos deixa os donos curiosos. Neste artigo explicamos como veem os gatos e damos dicas para o ajudar se o seu gato tiver problemas de visão.

É frequente os nossos animais de estimação só darem sinais claros quando já estão num estado avançado de alguma doença. Um sinal de que algo não está bem pode ser quando o gato perde o apetite. Porém, há exceções: por exemplo, os cães ou os coelhos deixam de comer se tiverem uma dor num dente; um gato raramente tem este comportamento.

Por norma, um gato define-se como estando saudável se for capaz de levar uma vida típica de gato, sem qualquer dor ou medicação.

É aconselhável observar o gato com sensibilidade e atenção e levá-lo ao veterinário regularmente para exames de rotina.

Se tem um gato que vai ao exterior, será ainda mais difícil conseguir apurar de forma certeira o estado de saúde do seu bigodes. Só pode analisar as fezes e urina se o gato for à caixa de areia. Mas se ele só usar a natureza para fazer esse “servicinho”, sempre que vai à rua, então por essa via o dono não tem forma de verificar o estado de saúde do bichano.

Deve ter em conta que as fezes retiradas do WC para exame veterinário devem conter a menor quantidade possível de areia. É fundamental consultar um veterinário rapidamente, se suspeita que o seu gato está doente ou em sofrimento ou com dores. Deve também ter noção que nenhum guia e nenhum texto da Internet, aparentemente especializado, pode substituir a avaliação dum especialista.

 

Quais são as doenças típicas?

Parasitas: a infestação por parasitas é uma garantia para os gatos de exterior. Por este motivo, recomenda-se vivamente a desparasitação regular. Uma infestação com um agente patogénico pode resultar em diarreia, perda de pelo, em certos casos perda de peso e desidratação e num mau estado de saúde generalizado.

Em casos de maior gravidade, pode ainda resultar em obstipação e peritonite.

Felizmente, os ovos das larvas excretados nas fezes do gato, geralmente podem ser identificados de forma inequívoca pelo exame às fezes.

A desparasitação é a forma mais eficaz de combater infestações parasitárias.

Clamídia: este agente patogénico afeta a conjuntiva dos olhos do gato. Consequentemente, manifesta-se uma infeção, uma conjuntivite. Um sintoma visível é o olho choroso e remeloso, após alguns dias, o outro olho pode também ser afetado. Se deixar avançar a doença, o olho pode sofrer danos significativos.

Também sintomas de constipação e febre estão entre os sinais mais frequentes.

É comum a doença afetar gatos que tenham entre cinco semanas e nove meses de idade. A transmissão ocorre por contacto direto com a secreção ocular dum gato doente. Há também a possibilidade do agente patogénico ser transmissível do gato para o ser humano.

O agente patogénico pode ser detetado por esfregaço. Se o gato não for vacinado, a deteção de anticorpos pode confirmar a suspeita dum diagnóstico.

Nestes casos, as tetraciclinas são os antibióticos usados para o tratamento, o qual deve durar quatro semanas.

Após avaliação por um veterinário, pode ser aconselhada uma vacina contra a clamídia. Tal só é normalmente recomendado se o gato estiver exposto a um risco aumentado de infeção, por exemplo, se estiver numa associação protetora de animais.

Toxoplasmose: a infeção por toxoplasmas (Toxoplasma gondii) designa-se por toxoplasmose. Os toxoplasmas são microrganismos unicelulares. O agente patogénico está disseminado por todo o mundo e, além de ter o gato como hospedeiro principal, também tem o lince, o leopardo e o puma. A infeção pode ocorrer porque o gato pode tocar nas fezes de outros gatos infetados, bem como de outros animais/presas, como ratos e aves, infetados com o agente patogénico. Por este motivo, os gatos que vão à rua correm um risco muito maior de infeção do que os gatos de interior.

Alguns sinais frequentes e óbvios da doença são falta de apetite, perda de peso, letargia, problemas respiratórios, febre, vómitos, diarreia, défice neurológico e inflamação do sistema muscular. O veterinário pode confirmar se o seu gato já teve uma infeção desta natureza. Depois duma única infecção, muitas vezes o gato ganha anticorpos positivos no sangue.

O veterinário faz um exame de sangue para determinar se o gato foi infetado pelo toxoplasma. Além disso, deve examinar amostras de fezes a cada duas semanas. A terapia ocorre com antibióticos e antiparasitários.

Raiva: é provocada por um vírus e está disseminada por todo o mundo. A infeção ocorre através da picada por um animal infetado com raiva, mas também pode ocorrer através de contacto, como lambidelas ou arranhões. O agente patogénico entra no corpo do gato através da saliva e penetra pelas feridas ou membranas mucosas, onde encontra o caminho para o cérebro, pelo sistema nervoso. Uma vez no cérebro, o vírus multiplica-se.

A partir daí, o vírus espalha-se pelo corpo todo, entrando também nas glândulas salivares. E, pelo caminho, vai transmitindo a doença a outros animais, ao mordê-los. Porém, nem todos os animais com raiva atacam outros, mas alguns têm um comportamento muito evidente. Podem decorrer até 200 dias antes de se verificarem os sintomas da doença.

Cerca de duas a sete semanas após a infeção, a doença começa a manifestar os primeiros sintomas como perda de apetite, dor de cabeça, tonturas, vómitos, dor de garganta e febre. Adicionalmente pode ocorrer agitação, ansiedade e medo da água. Este excesso de agitação reflete-se num aumento da produção de lágrimas, na transpiração exagerada e nas pupilas dilatadas. A saliva escorre pela boca por incapacidade de a engolir e, subsequentemente, ocorrem espasmos. Posteriormente sucedem convulsões.

Três a cinco dias depois, o gato morre. A doença pode ser confirmada inequivocamente no animal morto. A vacinação antirábica fornece proteção segura. Após uma imunização básica, só precisa de repetir a vacinação a cada três anos. A vacina é recomendada para todos os gatos de exterior.

 

O que posso fazer para zelar pela saúde do meu gato?

Como dono pode fazer muito para manter o seu bichaninho com saúde. Mesmo assim, pode ocorrer uma doença ocasionalmente, como é natural. Mas o importante é que consulte um veterinário em caso de dúvida, porque os gatos, como já referimos, tendem a não apresentar sinais de doença. Esse comportamento é herdado da sua natureza selvagem, onde podia representar perigo se o felino desse sinais de estar fragilizado e, portanto, tornar-se-ia uma presa fácil para outros predadores.

A atitude mais recomendável é, sem dúvida, vacinar. O veterinário pode decidir, com base em vários parâmetros, quais as vacinas mais adequadas no caso do seu gato. No entanto, qualquer dono dum gato deve estar bem informado sobre quais as vacinas que existem e com que regularidade devem ser tomadas.

Para a vacinação, aplica-se a máxima: tanto quanto for necessário, o mínimo possível. Nenhuma vacina pode garantir 100% de proteção contra uma doença. No entanto, o benefício da vacinação continua a ser muito superior do que os riscos associados à falta dela.

A desparasitação regular também é uma necessidade, especialmente porque as infestações por parasitas podem ser perigosas não apenas para o próprio gato, mas também para o ser humano, se este tiver um sistema imunológico enfraquecido. O mesmo se aplica às crianças.

Genericamente, o valor da homeopatia também é altamente valorizado. Com este tipo de terapia também se alcançam efeitos positivos. Porém, é importante lembrar que o efeito das vacinas homeopáticas nunca foi exaustivamente investigado e, portanto, nunca foi totalmente confirmado. Como tal, aconselhamos que proceda com as terapias médicas convencionais.