Doenças de pele nos gatos

Doenças de pele nos gatos

Doenças de pele nos gatos

O pelo macio dos gatinhos não serve apenas para admirar e mimar. Tanto o pelo como a camada inferior da pele têm importantes funções protetoras! Como partes importantes do corpo, revelam de imediato quando se passa algo de errado: caso os processos metabólicos se encontrem alterados, tanto a pele como o pelo dão logo sinal.

A pele dos gatos

É verdade – a pele é o maior órgão do corpo do gato! A pele não constitui apenas uma barreira relevante contra a desidratação (tendo em conta a perda de fluidos corporais) e a infiltração de patógenos, atuando também na regulação da temperatura corporal e como um órgão excretor para a gordura, suor e hormonas. Como o maior órgão do gato, a pele é também um importante órgão sensorial.

A pele do gato é constituída por quatro camadas: a mais superficial, designada epiderme, tem uma função essencialmente protetora contra as influências externas. É nesta camada que encontramos as glândulas sebáceas e as bolas de pelo (que se estendem para a camada abaixo). Tanto as terminações nervosas como os vasos sanguíneos estão localizados na derme e na cútis. Estas camadas são especialmente relevantes para as perceções sensoriais. A camada subjacente armazena, entre outros elementos, gordura.

O pelo do gato

Em cada poro do corpo do gato nascem pelos rígidos e a direito, algum pelo grosso e uma camada de pelo inferior. Raças de pelo longo e de pelo curto distinguem-se pelo comprimento do mesmo; em ambos os casos, o pelo tem uma função primordial: protege o corpo do animal através do seu efeito isolante contra as variações de temperatura. Além disso, constitui uma barreira contra feridas superficiais causadas, por exemplo, por ramos pontiagudos com os quais o animal se depara durante as explorações em arbustos mais próximos do chão ou por uma mordidela corajosa em luta com outros gatos.

Distúrbios no metabolismo da pele e do pelo do gato

A pele e o pelo são órgãos importantes, mas muitas vezes negligenciados, do corpo do gato. As doenças do revestimento e da pele nos gatos frequentemente indicam doenças subjacentes ou desnutrição, mas também podem ser um sinal de vermes ou de uma doença independente. Os donos dos gatos devem estar especialmente conscientes da súbita queda de pelo, comichão, caspa, feridas com sangue ou pelo repentinamente sem brilho. Os ferimentos da pele muitas vezes podem estar cobertos pelo pelo exuberante do gato. Se estas mudanças ocorrerem a longo prazo e também fora do tempo de mudança de pelo na primavera e no outono, uma visita ao veterinário é fundamental!

Diagnóstico veterinário

O médico veterinário analisará cuidadosamente o pelo e a pele do gatinho, com a ajuda de uma lupa. Os sintomas relatados verificam-se na totalidade ou apenas num local específico do corpo? Devem-se a um ferimento ou podem observar-se parasitas? Se a causa não for óbvia, a realização de análises ao sangue será útil. Desta forma, os sintomas podem ser excluídos ou identificados com segurança. Se o animal estiver infetado, as análises serão claras nesse sentido. O veterinário poderá prescrever medicação ou recomendar a toma de suplementos.

Pelo sem brilho, caspa e feridas podem ter as seguintes causas:

  • Parasitas: Os gatos podem sofrer com a presença de ácaros, piolhos e pulgas, mas a presença de endoparasitas como minhocas pode também ter consequências na pele e pelo do gato. No caso de gatos de exterior é recomendado tomar medidas contra a presença de parasitas externos – as pipetas spot-on são facilmente aplicáveis no pescoço do animal e são um procedimento bastante comum. As desparasitações sobrecarregam o corpo do gato e apenas devem ser feitas após análises às fezes com resultado positivo.
  • Infeções fúngicas da pele: Os fungos são desagradáveis para o gato e transmissíveis para pessoas e outros animais domésticos. Se o seu gatinho sofre com uma infeção fúngica, há algo especialmente importante: a higiene! O veterinário irá prescrever medicação, de uso interno ou externo.
  • Má alimentação: Os produtos alimentares para os gatos contêm tudo o que é necessário para se manterem saudáveis – teoricamente falando. Todos os gatos são diferentes e a verdade é que animais mais jovens, idosos ou com doenças crónicas têm necessidades nutricionais diferentes das dos restantes. Se os animais não obtêm vitaminas, minerais e oligoelementos em quantidade suficiente através da comida tal será visível no pelo, sem brilho ou com caspa. Evite experimentar suplementos alimentares – o mais recomendável é dirigir-se ao veterinário. As situações referidas devem-se a deficiências nutricionais facilmente identificadas em análises ao sangue e que requerem tratamento específico.
  • Alergias: As alergias são agora bastante comuns nos gatos, sendo notórias na aparência tanto da pele como do pelo. No nosso artigo acerca das alergias no gato poderá ficar a saber mais sobre o assunto!
  • Mudanças de pelo: Todos os anos os nossos gatinhos ou perdem a sua densa pelagem de inverno ou ganham o mesmo pelo felpudo para os meses mais frios. Este é um processo absolutamente normal e não é sinónimo de problemas de saúde; o que de facto acontece é que muitos gatos apresentam, nesta altura, pelo baço, e ainda mais vontade de se coçarem (para se libertarem do pelo solto). Aqui, as escovagens regulares são especialmente úteis, tal como a toma de suplementos alimentares que contribuão para uma mudança de pelo saudável.
  • Transtornos mentais e stress: Se nota que o seu gato se lambe mais do que normal, arranca pelo ou tem outros comportamentos fora do comum, tal pode ainda dever-se a stress crónico ou doença mental. Aconselhamos, em primeiro lugar, a exclusão de causas físicas antes de consultar um terapeuta para animais.
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Suplementos para a pele e pelo do gato

Como medida preventiva ou de suporte ao tratamento veterinário, os suplementos podem ser bastante úteis e contribuir para um pelo brilhante e pele saudável. Muitos destes produtos contêm levedura, importante para o metabolismo da pele, ou taurina. Esta última substância é um aminoácido essencial e, portanto, não é produzida pelo corpo do animal. De forma a obter a quantidade diária recomendada de taurina, o gato deve ingerir a taurina através da comida. Os sintomas da deficiência em taurina passam por um pelo sem brilho e podem, em casos mais graves, provocar cegueira ou problemas cardíacos. Felizmente, em excesso esta substância é expelida pelo corpo, o que torna inofensivos os suplementos de taurina.

Felicidades para a si e para o seu gatinho!

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