Comida para cachorros This article is verified by a vet

Escrito por Dr. Cornelia Kolo
Comida para cachorros: Uma alimentação adequada é extremamente importante para um bom desenvolvimento dos cachorros

Uma alimentação adequada é extremamente importante para um bom desenvolvimento dos cachorros

Uma alimentação equilibrada e adequada é essencial para uma vida saudável. Por isso, os cuidados com a alimentação devem começar desde cedo para garantir que o desenvolvimento físico e mental dos cachorros é o melhor. Para saber mais sobre comida para cachorros leia o nosso artigo.

Os cachorros crescem muito rapidamente

O crescimento dos cães é impressionante e inicia-se no momento em que nascem. Por exemplo, durante a primeira semana de vida o peso corporal duplica e pode quadruplicar em cerca de três semanas

A fase principal de crescimento vai dos seis aos oito meses. Neste intervalo quase pode ver o seu cachorro a crescer diante dos seus olhos. E aos cinco meses os cães costumam atingir 50% do seu peso em adulto. No entanto, o tamanho dos cães também é determinante para o seu desenvolvimento. Assim, os cães de porte pequeno estão completamente desenvolvidos entre os dez e os doze meses. Por outro lado, cães grandes ou gigantes como o Dogue Alemão ou o Pastor irlandês só atingem o seu peso de cão adulto com cerca de 18 meses.

Assim, para ir de encontro às necessidades dos cachorros, os fabricantes de comida para cães desenvolveram produtos específicos para cachorros e cães jovens. Estes produtos são fáceis de identificar pois costumam incluir Júnior ou Puppy no nome. Além disso, alguns fabricantes também distinguem comida para cachorros bebés. Ou seja, encontra no mercado comida para cães até aos 4 meses de idade e comida júnior para cães entre os 4 e os 12 meses de idade.

Perigos na comida para cachorros: excesso de calorias

Os dois principais problemas relacionados com a alimentação dos cachorros são: excesso de calorias e ingestão inadequada de minerais.

Regra geral o excesso de calorias está relacionado com a quantidade de gordura e hidratos de carbono presentes na alimentação. Este problema costuma ser uma consequência do excesso de guloseimas e snacks para roer com que os donos mimam os seus cachorros.

Problemas de desenvolvimento causados por um crescimento demasiado rápido

O excesso de calorias leva principalmente a um crescimento acelerado dos cachorros, pois é raro os cachorros ficarem com excesso de peso. Em vez disso, o crescimento acelerado pode provocar problemas no desenvolvimento ósseo, pois os cachorros atingem o peso corporal esperado antes de os ossos estarem devidamente estabilizados e preparados para suportar o peso do cão.

As necessidades energéticas dos cachorros dependem muito do ambiente em que eles vivem. Por exemplo, se o cachorro cresce junto com outros cães ele precisa de mais energia do que um cachorro que viva só com a sua família humana

A curva de crescimento: uma ajuda para compreender o crescimento do seu patudo

Este gráfico mostra a relação entre o crescimento e a idade dos cachorros. Assim, pode verificar qual o peso adequado aos meses de vida do seu pequeno patudo.

O peso esperado é calculado de acordo com o peso típico do tamanho da raça. Em situações de desenvolvimento normal a curva sobe acentuadamente no início e depois desacelera. Se a curva do seu cachorro não seguir este modelo é importante agir para evitar problemas de saúde.

É também importante salientar que os cães, e especialmente os de raças grandes ou gigantes, não devem comer de menos. Visto que deficiências calóricas e proteicas também causam problemas no desenvolvimento, alimente o seu patudo com a quantidade de comida suficiente.

Comida para cachorros: a idade e a ração são aspetos importantes
Com a ajuda deste gráfico pode verificar se o peso do seu cachorro está ou não a aumentar como esperado. (Nota: os valores no gráfico representam os valores médios de peso dos 5 tipos de raças)

Deficiências minerais

Um outro problema na alimentação dos cachorros é a ingestão deficiente de minerais. A situação mais comum prende-se com a dosagem incorreta de cálcio e fósforo. Assim, deve verificar o conteúdo bruto destes minerais na ração e também certificar-se que a sua proporção é a correta. A proporção correta é de 1,3:1 até 1,5:1.

Dica: Nos componentes analíticos de uma boa ração seca para cachorros e cães jovens a percentagem de cálcio varia entre 1,25 e 1,6, enquanto a percentagem de fósforo situa-se entre 0,9 e 1,2. Na comida húmida a percentagem de cálcio varia entre 0,3 e 0,45 e de fósforo entre 0,22 e 0,3.

Durante a fase de crescimento os donos também devem ter atenção à quantidade de ferro e iodo que os cachorros ingerem. Por exemplo, os cachorros precisam de seis vezes mais ferro do que os cães adultos.

Para garantir que o seu cachorro ingere a quantidade adequada de ferro e iodo pode usar a seguinte fórmula:

  • Necessidade de ferro de um cachorro: 6,1 mg/kg x peso corporal (em quilos)^0,75
  • Necessidade de iodo de um cachorro: 61 µg/kg x peso corporal (em quilos)^0,75
Cáo adulto (15 kg) Cachorro, três meses (15 kg) Crianças
(15 kg)
Cálcio 1000 mg 4900 mg 600 mg
Iodo 220 μg 460 μg 100 μg
Ferro 8 mg 47 mg 8 mg

A tabela indica as necessidades de cálcio, iodo e ferro em cães adultos, cachorros e crianças.

Deficiência de cálcio

O problema mais frequente na comida para cachorros é a deficiência de cálcio. Em consequência os cachorros podem apresentar um mau desenvolvimento esquelético e ósseo. Por exemplo, os cães adultos precisam 2.8 vezes mais de cálcio do que um ser humano com o mesmo peso. O que explica esta enorme diferença é a incapacidade dos intestinos dos cães de processar o cálcio como as pessoas.

Além disso um cachorro com 3 meses precisa de 4 vezes mais de cálcio do que um cão adulto. Esta necessidade aumenta para 7 vezes num cão de porte grande.

Por exemplo: um cachorro com 3 meses e 15 quilos precisa de 3600 miligramas de cálcio por dia, ao passo que um cão adulto com o mesmo peso precisa de 730 miligramas por dia. Já uma criança entre 1 e 4 anos que pese aproximadamente 15 quilos só precisa de 600 miligramas de cálcio por dia.

É importante sublinhar que contrariamente ao que a maior parte das pessoas pensa o teor de cálcio nos lacticínios não cobre de forma nenhuma as necessidades de um cachorro. 100 gramas de queijo quark só contêm 85 miligramas de cálcio, por exemplo.

Na maior parte dos casos esta deficiência de cálcio resulta de uma diluição da percentagem de cálcio na ração. Ou seja, é consequência de misturar uma ração para cachorros completa e equilibrada com outros alimentos, como arroz, batata, carne ou comida húmida sem adição de cálcio. Os snacks de mastigação ou guloseimas ricas em calorias tem também o mesmo efeito.

Excesso de cálcio

Deve igualmente evitar que o seu cachorro ingira cálcio a mais vai, já que isso vai prejudicar o desenvolvimento das células (osteoclastos) que compõem a matriz óssea. Assim, é importante ter presente que o valor do cálcio na ração não deve exceder 1.5 vezes o necessário.

Quando os donos juntam suplementos de cálcio ou ossos a uma alimentação balanceada geralmente verifica-se um excesso de cálcio. E uma boa ração para cachorros ou cães jovens contém a percentagem de cálcio adequada.

Outra fonte de cálcio é o extrato de mexilhão que se administra aos cachorros para proteger as articulações. Os suplementos de mexilhão muitas vezes contêm não apenas a carne do mexilhão, mas também elementos das conchas, o que aumenta a ingestão de cálcio.

Vitamina D: um aspeto essencial na comida dos cachorros

Para garantir que o seu cachorro não tem deficiência de cálcio tem que ter em atenção a ingestão de vitamina D. Esta vitamina ou o calciferol promovem a absorção do cálcio nos intestinos.

Como em tudo o segredo está no equilíbrio. Assim, um excesso de vitamina D através da ingestão de suplementos como óleo de fígado de bacalhau aumenta demasiado os níveis de cálcio no sangue. Em consequência o cachorro pode ter calcificações vasculares entre outros problemas.

comida para cachorros: Cuidado com as guloseimas
Os cães adoram roer sticks e outros snacks. Mas cuidado, as guloseimas contêm calorias e por isso não deve exagerar!

A importância das proteínas na comida dos cachorros

A fase em que os cachorros precisam de mais proteínas é logo a seguir ao desmame, ou seja, quando têm cerca de 8 semanas. Ao longo dos seis meses seguintes as necessidades de proteínas descem gradualmente até chegar ao nível dos cães adultos.

A comida para cachorros deve conter proteínas de elevado valor nutritivo, como por exemplo de músculos, lacticínios ou ovos. Ou seja, a fonte de proteínas de um cachorro deve ser maioritariamente animal. As proteínas de origem vegetal devem constituir apenas uma pequena parte na alimentação dos cachorros.

As proteínas são essenciais para o desenvolvimento físico e para a formação de novos tecidos. E para os cães é especialmente importante ingerir aminoácidos essenciais de origem animal, visto que quase não os conseguem produzir.

Deficiências proteicas levam a um subdesenvolvimento muscular e a um aumento da matéria gorda no corpo. Além disso, quando o cão perder peso vai ter problemas nas cartilagens. No entanto, nas rações secas e húmidas que encontramos à venda a quantidade de proteínas é adequada e por isso com este tipo de alimentação este problema praticamente desaparece.

A mudança para a alimentação de adulto

Os cachorros não devem passar da comida para cachorros para a de cães adultos antes dos 12 meses. Assim, só com uma alimentação adequada à sua idade pode evitar deficiências nutricionais, como por exemplo de proteínas, minerais ou vitaminas.

Naturalmente pode confecionar a comida do seu patudo em casa. No entanto, é importante que consulte um especialista em nutrição para confecionar e adaptar a alimentação às necessidades do seu cão. Assim evita erros nutricionais e previne problemas de saúde.

Por fim, encontra na loja online zooplus ração seca e comida húmida especial para cachorros. Assim garante um crescimento saudável do seu pequeno patudo.

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